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Por Victor R. Vieira
Economia humanista é solidária? A globalização mundial possibilita fenômenos que talvez não fossem possíveis anos atrás. A atual crise econômica, por exemplo, teve início nos Estados Unidos e acabou afetando a economia do mundo inteiro, principalmente as classes mais pobres. Por este motivo o momento mais uma vez é propício para pautas de discussões sobre política econômica, desemprego, neoliberalismo, entre outras. O sistema financeiro capitalista tem funcionado no mundo todo como fator de separação e exclusão social, mas mesmo assim, encontramos alternativas que usam a própria estrutura capitalista como atenuante das desigualdades de renda e do nível de pobreza de comunidades populares. Através das crises e das falhas do sistema, as pessoas buscaram utilizar recursos práticos para melhorar a condição das comunidades onde vivem. Neste momento que surgem as trocas de produtos e serviços, a criação de cooperativas e as pessoas passam a valorizar o lado social, construindo a chamada Economia Humanista ou Solidária, diferenciada da economia tradicional por não buscar lucro a qualquer custo. Através da economia solidária é possível verificar a importância da união, da cooperação, da educação e investir no ensino, exercendo um trabalho participativo e não alienado para o bem de todos. Querendo ir além destes recursos solidários tradicionais, em Fortaleza, em 1998, moradores do bairro de Palmas criaram um banco comunitário chamado Palmas, que passou a circular uma moeda própria e a oferecer serviços financeiros acessíveis à população de baixa renda. Baseado na história do banco Palmas, desenvolvemos um projeto de pesquisa para estudar e tentar revelar se a prática destes bancos comunitários influencia para uma mudança significativa na vida de seus usuários, comparando o atual poder econômico da comunidade com o período anterior à existência dos bancos. Será que toda a comunidade é atendida pelo banco? E quem não é atendido? Como foco central do estudo, foi escolhido outro banco que funciona de forma similar ao Palmas, o Bem, de Vitória no Espírito Santo. O trabalho tem como objetivo explicar o funcionamento dele, abordando as características especificas e qual seu modo de atuação, serviços e produtos financeiros oferecidos, os projetos sociais que participa e apóia e quais os efeitos positivos e/ou negativos que possam existir na vida de seus usuários. Anauê Figueiredo escreveu um livro chamado A Esperança Viva, relato de uma experiência vivida por três meses em Sri Lanka, onde atuou como voluntário para ajudar os moradores atingidos pela Tsunami e ele escreveu: “Não cabe a ninguém determinar o curso da história, prever os caprichos da natureza e o destino das pessoas, países e lugares. Porém cabe às pessoas com validade de propósito tentar deixar sua marca e fazer algo realmente válido para auxiliar o próximo e os que mais precisam... Precisamos de iniciativas similares para combater o Tsunami social que no acomete e dificulta a vida de milhões de pessoas”. Claro que Anauê se referia muito mais ao trabalho voluntário do que a economia solidária, mas na verdade quando as ações das pessoas visam o bem comum, estão todos trabalhando com o propósito de deixar sua marca e fazer o algo realmente válido como citado por ele. Nesta sintonia e curiosidade é que vamos à campo para colocar em prática o projeto de pesquisa e ouvir dos próprios moradores se a economia solidária contribuiu e continua contribuindo com o bem comum. Será?
Escrito por .... às 18h40
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Por Marcio Martins
Público recorde Após 24 horas de atrações na cidade de São Paulo, a cantora Maria Rita encerrou a 5ª virada cultural da cidade. O evento contou com 800 atrações distribuídas na região central, nos 42 CEUs – Centro de Educação Unificada -, unidades do SESC, museus e o teatro Municipal. Segundo os dados da prefeitura o evento contou com a participação recorde de 4 milhões de pessoas. Artistas e atrações para todos os gostos e públicos fizeram a alegria dos participantes. Entre os palcos montados na cidade desfilaram artistas da música pop como: Marcelo Camelo – ex-integrante da banda Los Hermanos – e CPM22, que tocaram na avenida São João e praça da República, respectivamente. O funk e o soul estavam no largo São Bento e foram representados pelo MC Thaide e DJ Magoo. Já a MPB esteve presente no teatro municipal e contou com a presença de Chico César – cantor e compositor paraibano – e do baiano e também cantor e compositor Tom Zé. Como sempre a galera do rock foi uma das mais animadas. O palco montado na Praça da República reuniu um público, que sem medo da gripa suína, ouviu Joelho de Porco, Matanza, Tutti-Frutti e Velhas Virgens. Já o samba contou com a participação de Jacob do Bandolim e Clube do Balanço entre outros. Entre os artistas internacionais destaca-se a participação de John Lord – tecladista do Deep Purple – e da companhia francesa Carabosse, que realizou um espetáculo com fogo e som no Jardim da Luz. Agora, o palco com maior apelo popular estava no Largo do Arouche. Para embalar a mistura de nostalgia e curiosidade do público presente, Benito Di Paulo iniciou o show e cantando seu grande sucesso Meu amigo Charlie Brown. Na sequência vieram Wando – o rei das calcinhas -, Reginaldo Rossi e sua música Garçon, Beto Barbosa, Wanderley Andrade, Bartô Galeno, Jane e Herondy, Silvio Brito, Odair José e para encerrar Wanderley Cardoso. Mas, a atual edição da Virada Cultural, além de proporcionar entretenimento e cultura aos participantes, também realizou justas homenagens à música popular brasileira. E para homenagear os 20 anos sem Raúl Seixas, o palco da Estação da Luz tocou por 24 horas músicas do maior roqueiro brasileiro. Subiram no palco artistas como: Nasi, Marcelo Nova e Jam Seixa. Entre as bandas estavam Velhas Virgens, Krig-Há Bandolo! e Raul Seixas Band. E a avenida mais famosa de São Paulo promoveu o reencontro dos Novos Baianos, que comemoraram os 40 anos da banda. Segundo os organizadores do evento, a Virada Cultural de São Paulo veio para ficar e já faz parte do calendário cultural e turístico da cidade. E assim como a São Silvestre – realizada sempre no último dia do ano – também deve atrair o interesse não só o interesse dos paulistanos como do mundo.
Escrito por .... às 18h39
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Por Márcio Martins
Inclusão social via economia solidária A crise chegou e com ela o possível fim de mais um ciclo econômico do sistema capitalista. Em períodos como o vivido atualmente, economistas e lideranças mundiais se juntam na busca por alternativas que permitam uma nova estabilidade econômica. É um momento de transição, em que o capitalismo está se refazendo, se readequando às conjunturas diversas. Pouco difundida entre as camadas populares e o meio acadêmico, a economia solidária é um sistema econômico que atua paralelamente ao capitalismo neoliberal – implantando no início dos anos 80 – e que permite maior e melhor distribuição de renda. A exclusão social faz com que o trabalhador busque outras alternativas para sobreviver, como a criação de fóruns que permitam um debate mais elaborado sobre a sua realidade e novos empreendimentos. Mas como criar novos empreendimentos quando esse mesmo trabalhador se encontra à margem da sociedade, "sem dinheiro e documento”? Experiências no Brasil e pelo mundo a fora têm mostrado que com a economia solidária é possível sim o desenvolvimento econômico de regiões menos favorecidas. Exemplos de sucesso como do banco indiano, Grammen Bank, e do Banco Palmas no Brasil, que após implantarem o sistema de micro-crédito, permitiram a inclusão social de comunidades inteiras. Uma pesquisa mais aprofundada sobre o assunto despertou-me o interesse em conhecer outros projetos com a mesma política e estrutura e com menor exposição dos meios de comunicação. Descobri que na periferia da cidade de Vitória, Espírito Santo, uma comunidade assessorada pelo Banco Palmas, dinamizou a economia local com a criação de um Banco – Banco Bem – e uma moeda – o Bem – com sede e circulação na própria comunidade, respectivamente. Inserido na comunidade como um dispositivo econômico de utilidade e administração pública, o Banco Bem é administrado pelos próprios moradores, eleitos democraticamente por toda a comunidade. Além da criação da moeda Bem, que permite a concentração de todo capital gerado pelo comércio na própria comunidade, o banco oferece empréstimos sem a burocracia e os juros empregados no atual sistema financeiro. Não há consulta ao SERASA ou SPC, um funcionário do banco é encarregado de consultar vizinhos e o comércio para saber se o pretendente ao empréstimo é ou não um bom pagador – a comunidade é quem decidirá. Após a conclusão do empréstimo a única exigência é que valor emprestado seja investido na comunidade. O intuito do meu projeto é elaborar um livro reportagem que reúna as experiências da comunidade com o projeto. Exemplificar os princípios da economia solidária: igualdade de condições e troca de valores humanos. Verificar de que maneira a economia solidária influencia numa melhor relação interpessoal e com o meio em que as pessoas vivem, no pensamento coletivo, na cobertura de um maior número de pessoas e na melhora da qualidade de vida.
Escrito por .... às 18h38
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Por Fernando Bassoli Bonadirman
Chuva de calcinhas na 5ª Virada Cultural Com uma programação recheada de atrações, o palco montado no Largo do Arouche foi um dos mais movimentados na região central de São Paulo. Entre os artistas que passaram pelo palco, o cantor Wando foi um dos que mais agitaram a platéia. Terceiro artista a subir ao palco o cantor com seu óculos escuro não negou sua fama de namorador e enquanto interpretava grandes sucessos de seu repertório, como "Moça" e "Coisa Cristalina", jogou calcinhas para a platéia. O público entrou no clima, e também lançou calcinhas ao palco. O cantor utilizou uma delas para enxugar o suor de sua testa, causando furor entre as mais assanhadas. Durante a apresentação o cantor não utilizou apenas músicas de seu repertório e interpretou grandes sucessos de outros cantores como "De volta pro meu aconchego", de Dominguinhos, e "Eu Sei que vou te amar", de Vinícius de Moraes e Tom Jobim. O momento de maior emoção ficou para o final. O público formado por jovens e até mesmo pessoas da terceira idade cantou do início ao fim o grande sucesso do cantor "Fogo e Paixão" (a famosa música dos versos "Você é luz, é raio estrela e luar), enquanto o cantor presenteava as mulheres com rosas.
Escrito por .... às 18h38
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Por Fábio Ribeiro
Vira, Vira, Virou A quinta edição da Virada Cultural caiu nas graças do paulistano. A cada ano, o público cresce ainda mais e neste ano já alcançou os quatros milhões de visitantes, dos quais 300 mil são turistas. É claro que o feriado prolongado e seguido contribuiu para o sucesso em 2009. Entretanto a cada edição há sempre uma novidade. A virada deste ano foi marcada pela queda de investimentos municipais e a participação de artistas franceses. Apesar da Prefeitura de São Paulo ter aplicado apenas cinco milhões de reais, o número de eventos foi maior. Ao todo em 2009 foram reunidas 840 pontos de apresentações culturais contra 800 do ano anterior. A manutenção e a ampliação da festa são, na verdade, resultados de uma parceria entre município , Estado e o governo francês, que aproveitou a data para comemorar, o ano da França no Brasil. No entanto, para não dizer que eu só falei das flores, a virada cultural também foi marcada por dificuldades estruturais. A principal reclamação da versão de 2008, a organização dobrou o número de banheiros químicos, atingindo 900 unidades. Mesmo assim, a quantidade mostrou-se insuficiente e segundo alguns participantes faltou limpeza dos sanitários. Outro ponto que deixou a desejar é a varrição das ruas antes e depois dos espetáculos. Devido problemas internos das empresas responsáveis pelo serviço, os garis deixaram de trabalhar, acumulando, assim, muito lixo nas ruas do centro da capital A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informou que a lavagem das ruas teve início às 18h do domingo. A previsão é finalizar os trabalhos na manhã de segunda-feira, um dia após o encerramento da festa. O número de funcionários não foi informado. Embora a virada tenha apresentado falhas, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, prevê melhorias na virada do próximo ano. "A empresa contratada encontrou dificuldades para fazer a limpeza na região central em função do público, que se ‘emendou’ de um evento para o outro. No ano que vem, vamos afastar um pouco os palcos dos eventos”, disse o prefeito em entrevista ao Jornal O Estado de S. Paulo.
Escrito por .... às 18h37
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Por Fábio Ribeiro
Um homem além da vitória No início dos anos 60 nascia um dos mais importantes esportistas do país. Na verdade, não era possível imaginar que um piloto de corridas traria um significado de patriotismo de proporções tão significativas para toda uma geração. Apesar disso, seus feitos não se resumem somente às pistas. Foi ele, Ayrton Senna da Silva, prodígio de precisão e concentração que espantou o circo da Fórmula 1 e motivou uma das maiores mobilizações nacionais. Durante o seu cortejo funerário, cerca 250 mil pessoas foram às ruas de São Paulo, para acompanhar e prestar as últimas homenagens ao ídolo. A sua morte há 15 anos não é o fim de um herói é apenas um começo. Será realmente que Senna é um herói? Vamos com calma, porque a pergunta não é estranha, pelo contrário ajuda a entender a dimensão dessa personagem brasileira. A primeira vista Senna resgatou o ânimo de uma nação flagelada por problemas políticos e econômicos e, além disso, disputou uma corrida, sabidamente problemática. Os dois acontecimentos ilustram e completam o conceito de herói até certo ponto. Isso ocorre, pois o heroísmo é visto como algo regional, ou seja, depende do foco da consciência para classificá-lo dessa forma. Com o mito as definições são mais amplas e é justamente esse ponto o objetivo do trabalho. Ayrton é um mito, mas para considerá-lo como tal é preciso interpretar as mensagens. Quem não acordava cedo para assistir as corridas? Pois é, esse primeiro passo é um ritual e, portanto, pode ser considerado um dos elementos desse mito. Estar em frente da TV ou ouvindo o rádio transportava o brasileiro para outra dimensão. Um nível, onde os problemas políticos e econômicos do país não podiam atingir. A bandeira carregada pelo piloto a cada vitória é outro exemplo dessa expressão mítica. Vale lembrar que antes de Senna, os esportistas brasileiros não tinham essa postura. Na verdade, quase todos os brasileiros demonstravam ter vergonha do país. E por fim, a trilha sonora Tema da Vitória é o ápice do mito Ayrton Senna. A proposta da música era apenas ilustrar a vitória dos esportistas brasileiros, mas diante do talento e grande soma de vitórias de Ayrton, de forma informal, a trilha passou a homenageá-lo. Somando esses fatores aos demais é possível entender porque tanta gente compareceu ao seu cortejo pelas ruas de São Paulo. Desde o Aeroporto de Guarulhos até o Cemitério do Morumbi, as pessoas tomaram as ruas para dizerem o último adeus ao piloto, herói e mito. Senna talvez tenha sido o último grande mito presente no Brasil nos últimos tempos. E é exatamente esse o motivo do tema do meu TCC. Segundo o autor do livro, O Poder do Mito, Joseph Campbell, um povo precisa de um mito. Eles são capazes de oferecer um modelo de vida as outras pessoas. Sem a presença dos mitos, os jovens tendem a fabricar seus padrões. Isso é perigoso, pois é justamente nessa fase que as pessoas buscam no meio externo, outros valores, além dos já passados pelas suas famílias. O tema é importante, pois apesar de 15 anos da morte do piloto ainda há jovens que o consideram como um ídolo. Dados do Ibope mostram que Senna é apontado como ídolo por 31% dos entrevistados. O mais surpreendente é que nem todos viveram nessa época de grandes conquistas.
Escrito por .... às 18h37
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