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Encerrando...
Publicamos hoje os últimos textos do nosso "Café no Boteco". Artigos sobre o Prex, vale a pena a leitura, para entender melhor os projetos que estão sendo preparados; e matérias sobre programas culturais como foco, além dos textos que trazem as mpressões sobre a Virada Cultural. Tânia Trajano
Escrito por .... às 22h56
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Por Diana Santos
ALÉM DA VITÓRIA A manhã de domingo parecia normal. Milhares de brasileiros acordaram cedo e correram para o sofá sintonizando o canal onde carros se posicionavam para iniciar a corrida. Esse ritual virou um bom costume há anos. Ele rendeu tantas alegrias... Logo na largada, um acidente assustou os telespectadores. Mas, calma, isso é completamente normal no esporte; é mais um estímulo para a adrenalina que pulsa em nossos corações. O safety car entra em cena enquanto nossa respiração volta à normalidade. A prova reinicia e a terceira volta foi aberta. A velocidade dos carros aumenta e uma certa curva Tamburello se aproxima. Inacreditavelmente, um muro aparece no caminho. A voz de Galvão Bueno ecoa. “SENNA BATE FORTE!”. Um país prende a respiração. Parece que o coração parou de bater por um segundo. O cérebro não quer aceitar o que os olhos veem. Muitos suplicam a Deus, outros levam as mãos à cabeça. O acidente desperta preocupação. Os repórteres aparecem toda hora na televisão anunciando que o caso é grave. Até que a voz de Roberto Cabrini, embargada de emoção, dá a notícia: “Ayrton Senna morreu”. ... Sensação estranha. Como um buraco se abrindo no estômago ou coisa parecida. É assim a sensação de uma perda. Após quinze anos é difícil imaginar como essas lembranças não são substituídas por nenhuma outra. Pelo contrário, independente de classe social, cor de pele ou idade, aqueles que vivenciaram a carreira de um dos maiores esportistas do país lembram-se de cada detalhe daquele dia fatídico. Mas, não é tristeza que consome seus corações. É saudade. Como tínhamos orgulho, não? Ele podia largar em primeiro ou em sexto lugar; sempre achávamos que a vitória seria possível, afinal, ele era digno da frase “sou brasileiro e não desisto nunca”. Talvez, o jeito marrento e a timidez faziam dele um herói mais próximo. Palpável. Ou quem sabe, a persistência e sua garra confirmavam a força de vontade de um país que não mede esforços na busca dos sonhos. O que aconteceu naquele domingo jamais será esquecido. As imagens que vieram depois também não. O luto de pessoas de vários países se juntou ao de uma nação inteira. Milhares de pessoas foram às ruas, muitas aos prantos. Pareciam que tinham perdido um parente ou ente querido. Mas, era como se fosse. Hoje, vemos a força do mito. Olhos vermelhos, nó na garganta, lágrimas caindo. É, a saudade não nos deixa esquecer. Mas, nem queremos esquecer. Pelo contrário, é bom lembrar. Entretanto, a lembrança não é só de lágrimas e tristeza. Por incrível que parece o nome Senna não desapareceu mesmo após quinze anos de sua morte. Não só pelo Instituto Ayrton Senna que continua com os ideais e objetivos almejados pelo piloto brasileiro, mas pela simbologia que ele traz. Senna é sinônimo de garra, perseverança e conquista. Nesse momento, imagino qual seria a melhor forma de identificar e apontar elementos que confirmem algumas questões: Ayrton Senna é um mito? É uma lenda? Ou, é só mais um na multidão? Indagações que me levam a considerar este tema como o meu projeto de conclusão do curso de jornalismo. Num país recheado de heróis anônimos, como os que vencem batalhas diárias apenas com o intuito de sobreviver, Senna não se enquadra no protótipo de menino pobre que venceu, nem do menino rico bom samaritano. Ele é o “cara” da classe média, que não passou por dificuldades, mas que conquistou os brasileiros pela competência ao pilotar e pelo seu carisma indiscutível. Sendo assim, ele não é apenas mais um na multidão. Mito? Sim, ele virou um mito no automobilismo pelas suas conquistas e recordes alcançados. E, é claro, por mobilizar uma nação que começou a gostar de automobilismo, um esporte pouco considerado pelos brasileiros até então, e por sensibilizar o mundo após sua morte, que provocou profundas mudanças na Fórmula 1 que passou a priorizar a segurança e a vida dos pilotos. Lenda? Só o tempo irá mostrar.
Escrito por .... às 22h54
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Últimos textos
Publicamos hoje os últimos textos do nosso "Café no Boteco". Artigos sobre o Prex, vale a pena a leitura, para entender melhor os projetos que estão sendo preparados, e outros tendo os programas culturais como foco ou ias mpressões sobre a Virada Cultural, realizada em São Paulo no início de maio. Tânia Trajano
Escrito por .... às 22h47
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Por Mayra Collete
EA apresenta The Sims 3 aos fãs brasileiros São Paulo foi escolhida para a abertura dos eventos de divulgação do game The Sims 3 (TS3). A atividade aconteceu neste sábado, 16 de maio e mais 7 cidades estão programadas para participar, entre elas, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Curitiba, entre outras. Prestes a ser lançada no Brasil, a terceira versão do simulador de vida real da franquia The Sims realizou um evento gratuito com público recorde na loja FNAC da Avenida Paulista. A Electronic Arts, fabricante do jogo, foi a principal organizadora do evento e disponibilizou aos jogadores diferentes atividades, porém, a mais concorrida foi o teste do novo TS3. Muitos fãs reclamaram, pois era possível jogar apenas por três minutos, enquanto a espera na fila era de uma hora. Cristiane S. Rebelo, estudante, protestava: “Só tem oito notebooks para um público enorme, deviam ter pelo menos uns 20, né?”. O gerente do Setor de Informática e Telefonia, Átila Dias, disse o seguinte a respeito das reclamações: “Não esperávamos tanta gente, o evento superou nossas expectativas, isso só mostra o sucesso que será o lançamento do game no Brasil”. Foi anunciada a distribuição de diversos brindes, no entanto, os jogadores se decepcionaram, pois só estavam disponíveis tiarinhas com o símbolo do jogo. Mesmo com esses percalços, o jogador Victor dos Reis comemora: “esse evento só me deixou ainda mais ansioso para a chegada do meu jogo que já garanti na pré-venda”. Em dezembro, diversos sites tais como, americana.com, fnac.com e submarino.com.br fizeram uma pré-venda do jogo que será lançado oficialmente no Brasil no dia 5 de junho. Agora só restam aos fãs aguardar a data tão esperada.
Escrito por .... às 22h40
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Por Nathália Almeida
Casa cheia Assim como a Virada Cultural de São Paulo contou com a irresponsabilidade de grande parte dos jovens que só interessam em bebidas alcoólicas, a Virada de São Bernardo do Campo teve o mesmo cenário nos shows abertos. Os shows que aconteciam no Paço Municipal da cidade chamaram a atenção de grande parte da população jovem. Infelizmente, muitos não aproveitaram como deveriam a festa, uma vez que passaram mal, por causa do consumo excessivo de álcool. O lado bom “Casa cheia” é a melhor definição para a Virada Cultural de São Bernardo do Campo. Shows, peças de teatro, danças e cinema que contaram com elenco como Sandra de Sá, Lenine, Doutores da Alegria e Jogando no Quintal (grupo de palhaços). Com grande público e boas atrações, a Virada Cultural fez com que os moradores de São Bernardo participassem dos movimentos culturais gratuitos na cidade. Um peça de grande sucesso foi o Sr. Dodói, mesmo dirigida para o público infantil, fez muitos adultos divertirem-se. O grupo é formado pelos Doutores da Alegria e lotou o teatro Elis Regina. Após a apresentação foram aplaudidos de pé, por um longo período.
Escrito por .... às 22h38
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Por Amanda Souza
cultura Trazer de volta um mito Em caixas acrílicas, capacetes amarelos de 1984 a 1994 tornam-se o centro dos olhares. O destaque fica para um macacão vermelho, usado pelo piloto em três conquistas pela McLaren. A maior atração fica por conta da Lotus amarela, e não se trata de uma réplica, o carro que está ao alcance dos fãs é original, usado pelo piloto em 1987 e doado à família de Senna após a sua morte. Isso tudo pode ser visto na Galeria Prestes Maia no Vale do Anhangabaú. A exposição Vitória organizada pelo Instituto Ayrton Senna homenageia a celebração dos 15 anos da morte daquele que foi um dos maiores ídolos brasileiros, Ayrton Senna da Silva. “Essa exposição tende resgatar a memória daqueles que viam Ayrton Senna todos os domingos nas corridas e também uma oportunidade para as novas gerações que não puderam conhecer o piloto”, relata Roberto Dias, militar que acompanhou o cortejo de Senna. Nos vídeos podemos ver a vibração do piloto quando em uma conquista. No pódio ao se enrolar na bandeira brasileira demonstrando o patriotismo pelo seu país, os banhos de champagne em suas comemorações. Nos quadros podemos ver um olhar tímido, mas ao mesmo tempo determinado de um herói que se tornou mito. Mito que também ganhou tema de exposição, “Arte para um mito”. No pulmão de São Paulo na Avenida Paulista, o Conjunto Nacional recebe a exposição e conta com o apoio de cinqüenta artistas, junto com obras criadas por beneficiados do Instituto Ayrton Senna, trata-se de crianças da APAE de São Paulo, do GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), do Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural, da Laramara (Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual) e também do Instituto Ayrton Senna, por meio de alunos do Centro Educacional Gracinha. Esculturas de carros realizadas por mãos especiais, capacetes e até uma escultura de 3 metros de altura, de resina, que simboliza a vitória de Senna nas pistas. Para Paulo Solares, curador da exposição, Ayrton Senna é um ídolo brasileiro que jamais será esquecido. “Senna para mim é sinônimo de determinação, mesmo passado 15 anos de sua morte, está presente na memória daqueles que acompanhava nas corridas das manhãs de domingo, sem dúvida o piloto se tornou um mito”.
Escrito por .... às 22h37
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Por Amanda Souza
Para sempre Senna Era para ser um feriado normal do Dia do Trabalho, os brasileiros e o mundo aguardavam o início de mais uma prova de Fórmula 1, o grande prêmio de San Marino, que ocorreria naquele mesmo dia. Em Imola, na Itália, precisamente na curva Tamburello, um forte impacto provocaria a morte daquele que era um dos maiores ídolos que já existiu, Ayrton Senna da Silva. Senna apareceu para a nação brasileira num momento que muitos estavam desacreditados com o esporte do país, a seleção brasileira daquela década não ganhava desde a copa de 1970, tínhamos Piquet, um tanto polêmico, foi quando Ayrton Senna trouxe a esperança para o Brasil, em suas vitórias o piloto carregava a bandeira brasileira fazendo com que o patriotismo ressurgisse. Os brasileiros estavam confiantes com a corrida que Ayrton Senna enfrentaria naquele dia, apesar de não ter ganhado nada naquela temporada. O piloto foi o primeiro a dar a largada e ao completar a primeira volta mantinha a posição, mas foi uma batida de 300 km/h. Para milhões de pessoas que acompanharam aquele momento, a agonia de saber o que estava acontecendo com o piloto, Senna estaria vivo depois daquela forte colisão. Uma morte não marcaria tanto quanto a de Senna, o acidente foi transmitido pela TV fazendo com que milhões de pessoas presenciassem aquele momento. O mundo parou, até para os que não se consideravam fãs do piloto sensibilizaram-se com o ocorrido. Marcou tanto a sociedade brasileira que mesmo passados quinze anos muitos ainda se lembram da figura que era Senna. Talvez seja pelo fato de que os brasileiros criaram vínculos afetivos com o ídolo, que deixou para o público um exemplo de superação, dedicação e força naquilo que ele fazia e sobretudo na sua crença no país. Para muitos o piloto tornou-se um mito, algo que jamais será esquecido mesmo com o passar dos anos. Manifestações que relembram Senna colaboram para que jovens e crianças que não tiveram oportunidade de conhecer a trajetória do piloto venham a saber quem foi um dos maiores ídolos do Brasil. Este é também um dos papéis do Instituto Ayrton Senna que, além de cumprir com o seu objetivo social, tem que deixar a figura de Senna sempre viva. Nesse ano o instituto organizou duas exposições cujo tema envolve o piloto “Arte para um mito” e “Vitória”. Na exposição “Arte para um mito” uma mostra de quadros retrata a vida do piloto, diferente de “Vitória”, exposição com pertences de Senna, como capacetes, macacões e até a Lotus amarela usada em uma de suas competições. Com essas atividades, pessoas que nem nascidas eram na época da sua morte hoje conhecem a história do piloto, tanto quanto aqueles que o acompanharam. Tanto se fala sobre o ídolo de Formula 1, categoria esportiva que vem crescendo no Brasil, talvez seja por isso que desperte o interesse de conhecer o piloto que trouxe títulos de mundiais para o país. Este é o tema do meu trabalho de conclusão de curso. O desenvolvimento desse projeto traz um desafio, mostrar como um ídolo dos anos 90 tornou-se um mito.
Escrito por .... às 22h35
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