Café no boteco
   Encerrando...

Publicamos hoje os últimos textos do nosso "Café no Boteco". Artigos sobre o Prex, vale a pena a leitura, para entender melhor os projetos que estão sendo preparados; e matérias sobre programas culturais como foco, além dos textos que trazem as mpressões sobre a Virada Cultural.

Tânia Trajano



Escrito por .... às 22h56
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   Por Diana Santos

ALÉM DA VITÓRIA

A manhã de domingo parecia normal. Milhares de brasileiros acordaram cedo e correram para o sofá sintonizando o canal onde carros se posicionavam para iniciar a corrida. Esse ritual virou um bom costume há anos. Ele rendeu tantas alegrias...

Logo na largada, um acidente assustou os telespectadores. Mas, calma, isso é completamente normal no esporte; é mais um estímulo para a adrenalina que pulsa em nossos corações. O safety car entra em cena enquanto nossa respiração volta à normalidade.

A prova reinicia e a terceira volta foi aberta. A velocidade dos carros aumenta e uma certa curva Tamburello se aproxima. Inacreditavelmente, um muro aparece no caminho. A voz de Galvão Bueno ecoa. “SENNA BATE FORTE!”. Um país prende a respiração. Parece que o coração parou de bater por um segundo. O cérebro não quer aceitar o que os olhos veem. Muitos suplicam a Deus, outros levam as mãos à cabeça.

O acidente desperta preocupação. Os repórteres aparecem toda hora na televisão anunciando que o caso é grave. Até que a voz de Roberto Cabrini, embargada de emoção, dá a notícia: “Ayrton Senna morreu”.

...

Sensação estranha. Como um buraco se abrindo no estômago ou coisa parecida. É assim a sensação de uma perda.

Após quinze anos é difícil imaginar como essas lembranças não são substituídas por nenhuma outra. Pelo contrário, independente de classe social, cor de pele ou idade, aqueles que vivenciaram a carreira de um dos maiores esportistas do país lembram-se de cada detalhe daquele dia fatídico. Mas, não é tristeza que consome seus corações. É saudade.

Como tínhamos orgulho, não? Ele podia largar em primeiro ou em sexto lugar; sempre achávamos que a vitória seria possível, afinal, ele era digno da frase “sou brasileiro e não desisto nunca”.

Talvez, o jeito marrento e a timidez faziam dele um herói mais próximo. Palpável. Ou quem sabe, a persistência e sua garra confirmavam a força de vontade de um país que não mede esforços na busca dos sonhos.

O que aconteceu naquele domingo jamais será esquecido. As imagens que vieram depois também não. O luto de pessoas de vários países se juntou ao de uma nação inteira. Milhares de pessoas foram às ruas, muitas aos prantos. Pareciam que tinham perdido um parente ou ente querido. Mas, era como se fosse.

Hoje, vemos a força do mito. Olhos vermelhos, nó na garganta, lágrimas caindo. É, a saudade não nos deixa esquecer. Mas, nem queremos esquecer. Pelo contrário, é bom lembrar.

Entretanto, a lembrança não é só de lágrimas e tristeza. Por incrível que parece o nome Senna não desapareceu mesmo após quinze anos de sua morte. Não só pelo Instituto Ayrton Senna que continua com os ideais e objetivos almejados pelo piloto brasileiro, mas pela simbologia que ele traz. Senna é sinônimo de garra, perseverança e conquista.

Nesse momento, imagino qual seria a melhor forma de identificar e apontar elementos que confirmem algumas questões: Ayrton Senna é um mito? É uma lenda? Ou, é só mais um na multidão? Indagações que me levam a considerar este tema como o meu projeto de conclusão do curso de jornalismo.

Num país recheado de heróis anônimos, como os que vencem batalhas diárias apenas com o intuito de sobreviver, Senna não se enquadra no protótipo de menino pobre que venceu, nem do menino rico bom samaritano. Ele é o “cara” da classe média, que não passou por dificuldades, mas que conquistou os brasileiros pela competência ao pilotar e pelo seu carisma indiscutível. Sendo assim, ele não é apenas mais um na multidão.

Mito? Sim, ele virou um mito no automobilismo pelas suas conquistas e recordes alcançados. E, é claro, por mobilizar uma nação que começou a gostar de automobilismo, um esporte pouco considerado pelos brasileiros até então, e por sensibilizar o mundo após sua morte, que provocou profundas mudanças na Fórmula 1 que passou a priorizar a segurança e a vida dos pilotos.

Lenda? Só o tempo irá mostrar.



Escrito por .... às 22h54
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   Últimos textos

Publicamos hoje os últimos textos do nosso "Café no Boteco". Artigos sobre o Prex, vale a pena a leitura, para entender melhor os projetos que estão sendo preparados, e outros tendo os programas culturais como foco ou ias mpressões sobre a Virada Cultural, realizada em São Paulo no início de maio.

Tânia Trajano



Escrito por .... às 22h47
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   Por Mayra Collete

EA apresenta The Sims 3 aos fãs brasileiros

 

São Paulo foi escolhida para a abertura dos eventos de divulgação do game The Sims 3 (TS3). A atividade aconteceu neste sábado, 16 de maio e mais 7 cidades estão programadas para participar, entre elas, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Curitiba, entre outras.

 

Prestes a ser lançada no Brasil, a terceira versão do simulador de vida real da franquia The Sims realizou um evento gratuito com público recorde na loja FNAC da Avenida Paulista.

 

A Electronic Arts, fabricante do jogo, foi a principal organizadora do evento e disponibilizou aos jogadores diferentes atividades, porém, a mais concorrida foi o teste do novo TS3. Muitos fãs reclamaram, pois era possível jogar apenas por três minutos, enquanto a espera na fila era de uma hora. Cristiane S. Rebelo, estudante, protestava: “Só tem oito notebooks para um público enorme, deviam ter pelo menos uns 20, né?”.

 

O gerente do Setor de Informática e Telefonia, Átila Dias, disse o seguinte a respeito das reclamações: “Não esperávamos tanta gente, o evento superou nossas expectativas, isso só mostra o sucesso que será o lançamento do game no Brasil”.

 

Foi anunciada a distribuição de diversos brindes, no entanto, os jogadores se decepcionaram, pois só estavam disponíveis tiarinhas com o símbolo do jogo. Mesmo com esses percalços, o jogador Victor dos Reis comemora: “esse evento só me deixou ainda mais ansioso para a chegada do meu jogo que já garanti na pré-venda”.

 

Em dezembro, diversos sites tais como, americana.com, fnac.com e submarino.com.br fizeram uma pré-venda do jogo que será lançado oficialmente no Brasil no dia 5 de junho. Agora só restam aos fãs aguardar a data tão esperada.



Escrito por .... às 22h40
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   Por Nathália Almeida

Casa cheia

Assim como a Virada Cultural de São Paulo contou com a irresponsabilidade de grande parte dos jovens que só interessam em bebidas alcoólicas, a Virada de São Bernardo do Campo teve o mesmo cenário nos shows abertos.

Os shows que aconteciam no Paço Municipal da cidade chamaram a atenção de grande parte da população jovem. Infelizmente, muitos não aproveitaram como deveriam a festa, uma vez que passaram mal, por causa do consumo excessivo de álcool.

O lado bom

“Casa cheia” é a melhor definição para a Virada Cultural de São Bernardo do Campo.

Shows, peças de teatro, danças e cinema que contaram com elenco como Sandra de Sá, Lenine, Doutores da Alegria e Jogando no Quintal (grupo de palhaços).

Com grande público e boas atrações, a Virada Cultural fez com que os moradores de São Bernardo participassem dos movimentos culturais gratuitos na cidade.

Um peça de grande sucesso foi o Sr. Dodói, mesmo dirigida para o público infantil, fez muitos adultos divertirem-se. O grupo é formado pelos Doutores da Alegria e lotou o teatro Elis Regina. Após a apresentação foram aplaudidos de pé, por um longo período. 



Escrito por .... às 22h38
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   Por Amanda Souza

cultura

Trazer de volta um mito

Em caixas acrílicas, capacetes amarelos de 1984 a 1994 tornam-se o centro dos olhares. O destaque fica para um macacão vermelho, usado pelo piloto em três conquistas pela McLaren. A maior atração fica por conta da Lotus amarela, e não se trata de uma réplica, o carro que está ao alcance dos fãs é original, usado pelo piloto em 1987 e doado à família de Senna após a sua morte.

Isso tudo pode ser visto na Galeria Prestes Maia no Vale do Anhangabaú. A exposição Vitória organizada pelo Instituto Ayrton Senna homenageia a celebração dos 15 anos da morte daquele que foi um dos maiores ídolos brasileiros, Ayrton Senna da Silva.

“Essa exposição tende resgatar a memória daqueles que viam Ayrton Senna todos os domingos nas corridas e também uma oportunidade para as novas gerações que não puderam conhecer o piloto”, relata Roberto Dias, militar que acompanhou o cortejo de Senna.

Nos vídeos podemos ver a vibração do piloto quando em uma conquista. No pódio ao se enrolar na bandeira brasileira demonstrando o patriotismo pelo seu país, os banhos de champagne em suas comemorações.

Nos quadros podemos ver um olhar tímido, mas ao mesmo tempo determinado de um herói que se tornou mito. Mito que também ganhou tema de exposição, “Arte para um mito”.

No pulmão de São Paulo na Avenida Paulista, o Conjunto Nacional recebe a exposição e conta com o apoio de cinqüenta artistas, junto com obras criadas por beneficiados do Instituto Ayrton Senna, trata-se de crianças da APAE de São Paulo, do GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), do Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural, da Laramara (Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual) e também do Instituto Ayrton Senna, por meio de alunos do Centro Educacional Gracinha.

Esculturas de carros realizadas por mãos especiais, capacetes e até uma escultura de 3 metros de altura, de resina, que simboliza a vitória de Senna nas pistas.

Para Paulo Solares, curador da exposição, Ayrton Senna é um ídolo brasileiro que jamais será esquecido. “Senna para mim é sinônimo de determinação, mesmo passado 15 anos de sua morte, está presente na memória daqueles que acompanhava nas corridas das manhãs de domingo, sem dúvida o piloto se tornou um mito”.



Escrito por .... às 22h37
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   Por Amanda Souza

Para sempre Senna

Era para ser um feriado normal do Dia do Trabalho, os brasileiros e o mundo aguardavam o início de mais uma prova de Fórmula 1, o grande prêmio de San Marino, que  ocorreria naquele mesmo dia. Em Imola, na Itália, precisamente na curva Tamburello, um forte impacto provocaria a morte daquele que era um dos maiores ídolos que já existiu, Ayrton Senna da Silva.

Senna apareceu para a nação brasileira num momento que muitos estavam desacreditados com o esporte do país, a seleção brasileira daquela década não ganhava desde a copa de 1970, tínhamos Piquet, um tanto polêmico, foi quando Ayrton Senna trouxe a esperança para o Brasil, em suas vitórias o piloto carregava a bandeira brasileira fazendo com que o patriotismo ressurgisse.

Os brasileiros estavam confiantes com a corrida que Ayrton Senna enfrentaria naquele dia, apesar de não ter ganhado nada naquela temporada. O piloto foi o primeiro a dar a largada e ao completar a primeira volta mantinha a posição, mas foi uma batida de 300 km/h. Para milhões de pessoas que acompanharam aquele momento, a agonia de saber o que estava acontecendo com o piloto, Senna estaria vivo depois daquela forte colisão.

Uma morte não marcaria tanto quanto a de Senna, o acidente foi transmitido pela TV fazendo com que milhões de pessoas presenciassem aquele momento. O mundo parou, até para os que não se consideravam fãs do piloto sensibilizaram-se com o ocorrido.

Marcou tanto a sociedade brasileira que mesmo passados quinze anos muitos ainda se lembram da figura que era Senna. Talvez seja pelo fato de que os brasileiros criaram vínculos afetivos com o ídolo, que deixou para o público um exemplo de superação, dedicação e força naquilo que ele fazia e sobretudo na sua crença no país.

Para muitos o piloto tornou-se um mito, algo que jamais será esquecido mesmo com o passar dos anos. Manifestações que relembram Senna colaboram para que jovens e crianças que não tiveram oportunidade de conhecer a trajetória do piloto venham a saber quem foi um dos maiores ídolos do Brasil.

Este é também um dos papéis do Instituto Ayrton Senna que, além de cumprir com o seu objetivo social, tem que deixar a figura de Senna sempre viva. Nesse ano o instituto organizou duas exposições cujo tema envolve o piloto “Arte para um mito” e “Vitória”.

Na exposição “Arte para um mito” uma mostra de quadros retrata a vida do piloto, diferente de “Vitória”, exposição com pertences de Senna, como capacetes, macacões e até a Lotus amarela usada em uma de suas competições.

Com essas atividades, pessoas que nem nascidas eram na época da sua morte hoje conhecem a história do piloto, tanto quanto aqueles que o acompanharam. Tanto se fala sobre o ídolo de Formula 1, categoria esportiva que vem crescendo no Brasil, talvez seja por isso que desperte o interesse de conhecer o piloto que trouxe títulos de mundiais para o país.

Este é o tema do meu trabalho de conclusão de curso. O desenvolvimento desse projeto traz um desafio, mostrar como um ídolo dos anos 90 tornou-se um mito.



Escrito por .... às 22h35
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   Por Victor R. Vieira

Economia humanista é solidária?

A globalização mundial possibilita fenômenos que talvez não fossem possíveis anos atrás. A atual crise econômica, por exemplo, teve início nos Estados Unidos e acabou afetando a economia do mundo inteiro, principalmente as classes mais pobres. Por este motivo o momento mais uma vez é propício para pautas de discussões sobre política econômica, desemprego, neoliberalismo, entre outras.

O sistema financeiro capitalista tem funcionado no mundo todo como fator de separação e exclusão social, mas mesmo assim, encontramos alternativas que usam a própria estrutura capitalista como atenuante das desigualdades de renda e do nível de pobreza de comunidades populares.

Através das crises e das falhas do sistema, as pessoas buscaram utilizar recursos práticos para melhorar a condição das comunidades onde vivem. Neste momento que surgem as trocas de produtos e serviços, a criação de cooperativas e as pessoas passam a valorizar o lado social, construindo a chamada Economia Humanista ou Solidária, diferenciada da economia tradicional por não buscar lucro a qualquer custo.

Através da economia solidária é possível verificar a importância da união, da cooperação, da educação e investir no ensino, exercendo um trabalho participativo e não alienado para o bem de todos.

Querendo ir além destes recursos solidários tradicionais, em Fortaleza, em 1998, moradores do bairro de Palmas criaram um banco comunitário chamado Palmas, que passou a circular uma moeda própria e a oferecer serviços financeiros acessíveis à população de baixa renda.

Baseado na história do banco Palmas, desenvolvemos um projeto de pesquisa para estudar e tentar revelar se a prática destes bancos comunitários influencia para uma mudança significativa na vida de seus usuários, comparando o atual poder econômico da comunidade com o período anterior à existência dos bancos. Será que toda a comunidade é atendida pelo banco? E quem não é atendido?

Como foco central do estudo, foi escolhido outro banco que funciona de forma similar ao Palmas, o Bem, de Vitória no Espírito Santo. O trabalho tem como objetivo explicar o funcionamento dele, abordando as características especificas e qual seu modo de atuação, serviços e produtos financeiros oferecidos, os projetos sociais que participa e apóia e quais os efeitos positivos e/ou negativos que possam existir na vida de seus usuários.

Anauê Figueiredo escreveu um livro chamado A Esperança Viva, relato de uma experiência vivida por três meses em Sri Lanka, onde atuou como voluntário para ajudar os moradores atingidos pela Tsunami e ele escreveu: “Não cabe a ninguém determinar o curso da história, prever os caprichos da natureza e o destino das pessoas, países e lugares. Porém cabe às pessoas com validade de propósito tentar deixar sua marca e fazer algo realmente válido para auxiliar o próximo e os que mais precisam... Precisamos de iniciativas similares para combater o Tsunami social que no acomete e dificulta a vida de milhões de pessoas”.

Claro que Anauê se referia muito mais ao trabalho voluntário do que a economia solidária, mas na verdade quando as ações das pessoas visam o bem comum, estão todos trabalhando com o propósito de deixar sua marca e fazer o algo realmente válido como citado por ele.

Nesta sintonia e curiosidade é que vamos à campo para colocar em prática o projeto de pesquisa e ouvir dos próprios moradores se a economia solidária contribuiu e continua contribuindo com o bem comum. Será?



Escrito por .... às 18h40
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   Por Marcio Martins

Público recorde

Após 24 horas de atrações na cidade de São Paulo, a cantora Maria Rita encerrou a 5ª virada cultural da cidade. O evento contou com 800 atrações distribuídas na região central, nos 42 CEUs – Centro de Educação Unificada -, unidades do SESC, museus e o teatro Municipal. Segundo os dados da prefeitura o evento contou com a participação recorde de 4 milhões de pessoas.

Artistas e atrações para todos os gostos e públicos fizeram a alegria dos participantes. Entre os palcos montados na cidade desfilaram artistas da música pop como: Marcelo Camelo – ex-integrante da banda Los Hermanos – e CPM22, que tocaram na avenida São João e praça da República, respectivamente. O funk e o soul estavam no largo São Bento e foram representados pelo MC Thaide e DJ Magoo. Já a MPB esteve presente no teatro municipal e contou com a presença de Chico César – cantor e compositor paraibano – e do baiano e também cantor e compositor Tom Zé.

Como sempre a galera do rock foi uma das mais animadas. O palco montado na Praça da República reuniu um público, que sem medo da gripa suína, ouviu Joelho de Porco, Matanza, Tutti-Frutti e Velhas Virgens. Já o samba contou com a participação de Jacob do Bandolim e Clube do Balanço entre outros.

Entre os artistas internacionais destaca-se a participação de John Lord – tecladista do Deep Purple – e da companhia francesa Carabosse, que realizou um espetáculo com fogo e som no Jardim da Luz.

Agora, o palco com maior apelo popular estava no Largo do Arouche. Para embalar a mistura de nostalgia e curiosidade do público presente, Benito Di Paulo iniciou o show e cantando seu grande sucesso Meu amigo Charlie Brown. Na sequência vieram Wando – o rei das calcinhas -, Reginaldo Rossi e sua música Garçon, Beto Barbosa, Wanderley Andrade, Bartô Galeno, Jane e Herondy, Silvio Brito, Odair José e para encerrar Wanderley Cardoso.

Mas, a atual edição da Virada Cultural, além de proporcionar entretenimento e cultura aos participantes, também realizou justas homenagens à música popular brasileira. E para homenagear os 20 anos sem Raúl Seixas, o palco da Estação da Luz tocou por 24 horas músicas do maior roqueiro brasileiro. Subiram no palco artistas como: Nasi, Marcelo Nova e Jam Seixa. Entre as bandas estavam Velhas Virgens, Krig-Há Bandolo! e Raul Seixas Band. E a avenida mais famosa de São Paulo promoveu o reencontro dos Novos Baianos, que comemoraram os 40 anos da banda.

Segundo os organizadores do evento, a Virada Cultural de São Paulo veio para ficar e já faz parte do calendário cultural e turístico da cidade. E assim como a São Silvestre – realizada sempre no último dia do ano – também deve atrair o interesse não só o interesse dos paulistanos como do mundo.



Escrito por .... às 18h39
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   Por Márcio Martins

Inclusão social via economia solidária

         A crise chegou e com ela o possível fim de mais um ciclo econômico do sistema capitalista. Em períodos como o vivido atualmente, economistas e lideranças mundiais se juntam na busca por alternativas que permitam uma nova estabilidade econômica. É um momento de transição, em que o capitalismo está se refazendo, se readequando às conjunturas diversas.

Pouco difundida entre as camadas populares e o meio acadêmico, a economia solidária é um sistema econômico que atua paralelamente ao capitalismo neoliberal – implantando no início dos anos 80 – e que permite maior e melhor distribuição de renda.

         A exclusão social faz com que o trabalhador busque outras alternativas para sobreviver, como a criação de fóruns que permitam um debate mais elaborado sobre a sua realidade e novos empreendimentos. Mas como criar novos empreendimentos quando esse mesmo trabalhador se encontra à margem da sociedade, "sem dinheiro e documento”?

         Experiências no Brasil e pelo mundo a fora têm mostrado que com a economia solidária é possível sim o desenvolvimento econômico de regiões menos favorecidas. Exemplos de sucesso como do banco indiano, Grammen Bank, e do Banco Palmas no Brasil, que após implantarem o sistema de micro-crédito, permitiram a inclusão social de comunidades inteiras.

         Uma pesquisa mais aprofundada sobre o assunto despertou-me o interesse em conhecer outros projetos com a mesma política e estrutura e com menor exposição dos meios de comunicação. Descobri que na periferia da cidade de Vitória, Espírito Santo, uma comunidade assessorada pelo Banco Palmas, dinamizou a economia local com a criação de um Banco – Banco Bem – e uma moeda – o Bem – com sede e circulação na própria comunidade, respectivamente.

         Inserido na comunidade como um dispositivo econômico de utilidade e administração pública, o Banco Bem é administrado pelos próprios moradores, eleitos democraticamente por toda a comunidade.

         Além da criação da moeda Bem, que permite a concentração de todo capital gerado pelo comércio na própria comunidade,  o banco oferece empréstimos sem a burocracia e os juros empregados no atual sistema financeiro. Não há consulta ao SERASA ou SPC, um funcionário do banco é encarregado de consultar vizinhos e o comércio para saber se o pretendente ao empréstimo é ou não um bom pagador – a comunidade é quem decidirá. Após a conclusão do empréstimo a única exigência é que valor emprestado seja investido na comunidade.

         O intuito do meu projeto é elaborar um livro reportagem que reúna as experiências da comunidade com o projeto. Exemplificar os princípios da economia solidária: igualdade de condições e troca de valores humanos. Verificar de que maneira a economia solidária influencia numa melhor relação interpessoal e com o meio em que as pessoas vivem, no pensamento coletivo, na cobertura de um maior número de pessoas e na melhora da qualidade de vida.



Escrito por .... às 18h38
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   Por Fernando Bassoli Bonadirman

Chuva de calcinhas na 5ª Virada Cultural

Com uma programação recheada de atrações, o palco montado no Largo do Arouche foi um dos mais movimentados na região central de São Paulo.

Entre os artistas que passaram pelo palco, o cantor Wando foi um dos que mais agitaram a platéia.

Terceiro artista a subir ao palco o cantor com seu óculos escuro não negou sua fama de namorador e enquanto interpretava grandes sucessos de seu repertório, como "Moça" e "Coisa Cristalina", jogou calcinhas para a platéia.

O público entrou no clima, e também lançou calcinhas ao palco. O cantor utilizou uma delas para enxugar o suor de sua testa, causando furor entre as mais assanhadas.

Durante a apresentação o cantor não utilizou apenas músicas de seu repertório e interpretou grandes sucessos de outros cantores como "De volta pro meu aconchego", de Dominguinhos, e "Eu Sei que vou te amar", de Vinícius de Moraes e Tom Jobim.

O momento de maior emoção ficou para o final. O público formado por jovens e até mesmo pessoas da terceira idade cantou do início ao fim o grande sucesso do cantor "Fogo e Paixão" (a famosa música dos versos "Você é luz, é raio estrela e luar), enquanto o cantor presenteava as mulheres com rosas.



Escrito por .... às 18h38
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   Por Fábio Ribeiro

Vira, Vira, Virou

A quinta edição da Virada Cultural caiu nas graças do paulistano. A cada ano, o público cresce ainda mais e neste ano já alcançou os quatros milhões de visitantes, dos quais 300 mil são turistas.

É claro que o feriado prolongado e seguido contribuiu para o sucesso em 2009. Entretanto a cada edição há sempre uma novidade. A virada deste ano foi marcada pela queda de investimentos municipais e a participação de artistas franceses.

Apesar da Prefeitura de São Paulo ter aplicado apenas cinco milhões de reais, o número de eventos foi maior.  Ao todo em 2009 foram reunidas 840 pontos de apresentações culturais contra 800 do ano anterior.

A manutenção e a ampliação da festa são, na verdade, resultados de uma parceria entre município , Estado e o governo francês, que aproveitou a data para comemorar,  o ano da França no Brasil.

No entanto, para não dizer que eu só falei das flores, a virada cultural também foi marcada por dificuldades estruturais. A principal reclamação da versão de 2008, a organização dobrou o número de banheiros químicos, atingindo 900 unidades. Mesmo assim, a quantidade mostrou-se insuficiente e segundo alguns participantes faltou limpeza dos sanitários.

Outro ponto que deixou a desejar é a varrição das ruas antes e depois dos espetáculos. Devido problemas internos das empresas responsáveis pelo serviço, os garis deixaram de trabalhar, acumulando, assim, muito lixo nas ruas do centro da capital

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informou que a lavagem das ruas teve início às 18h do domingo.  A previsão é finalizar os trabalhos na manhã de segunda-feira, um dia após o encerramento da festa. O número de funcionários não foi informado.

Embora a virada tenha apresentado falhas, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, prevê melhorias na virada do próximo ano. "A empresa contratada encontrou dificuldades para fazer a limpeza na região central em função do público, que se ‘emendou’ de um evento para o outro. No ano que vem, vamos afastar um pouco os palcos dos eventos”, disse o prefeito em entrevista ao Jornal O Estado de S. Paulo.



Escrito por .... às 18h37
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   Por Fábio Ribeiro

Um homem além da vitória

No início dos anos 60 nascia um dos mais importantes esportistas do país. Na verdade, não era possível imaginar que um piloto de corridas traria um significado de patriotismo de proporções tão significativas para toda uma geração. Apesar disso, seus feitos não se resumem somente às pistas.

Foi ele, Ayrton Senna da Silva, prodígio de precisão e concentração que espantou o circo da Fórmula 1 e motivou uma das maiores mobilizações nacionais. Durante o seu cortejo funerário, cerca 250 mil pessoas foram às ruas de São Paulo, para acompanhar e prestar as últimas homenagens ao ídolo. A sua morte há 15 anos não é o fim de um herói é apenas um começo.

Será realmente que Senna é um herói? Vamos com calma, porque a pergunta não é estranha, pelo contrário ajuda a entender a dimensão dessa personagem brasileira. A primeira vista Senna resgatou o ânimo de uma nação flagelada por problemas políticos e econômicos e, além disso, disputou uma corrida, sabidamente problemática. Os dois acontecimentos ilustram e completam o conceito de herói até certo ponto. Isso ocorre, pois o heroísmo é visto como algo regional, ou seja, depende do foco da consciência para classificá-lo dessa forma.

Com o mito as definições são mais amplas e é justamente esse ponto o objetivo do trabalho. Ayrton é um mito, mas para considerá-lo como tal é preciso interpretar as mensagens.

Quem não acordava cedo para assistir as corridas? Pois é, esse primeiro passo é um ritual e, portanto, pode ser considerado um dos elementos desse mito. Estar em frente da TV ou ouvindo o rádio transportava o brasileiro para outra dimensão. Um nível, onde os problemas políticos e econômicos do país não podiam atingir.

A bandeira carregada pelo piloto a cada vitória é outro exemplo dessa expressão mítica. Vale lembrar que antes de Senna, os esportistas brasileiros não tinham essa postura. Na verdade, quase todos os brasileiros demonstravam ter vergonha do país.

E por fim, a trilha sonora Tema da Vitória é o ápice do mito Ayrton Senna. A proposta da música era apenas ilustrar a vitória dos esportistas brasileiros, mas diante do talento e grande soma de vitórias de Ayrton, de forma informal, a trilha passou a homenageá-lo.

Somando esses fatores aos demais é possível entender porque tanta gente compareceu ao seu cortejo pelas ruas de São Paulo. Desde o Aeroporto de Guarulhos até o Cemitério do Morumbi, as pessoas tomaram as ruas para dizerem o último adeus ao piloto, herói e mito.

Senna talvez tenha sido o último grande mito presente no Brasil nos últimos tempos. E é exatamente esse o motivo do tema do meu TCC.

Segundo o autor do livro, O Poder do Mito, Joseph Campbell, um povo precisa de um mito. Eles são capazes de oferecer um modelo de vida as outras pessoas. Sem a presença dos mitos, os jovens tendem a fabricar seus padrões. Isso é perigoso, pois é justamente nessa fase que as pessoas buscam no meio externo, outros valores, além dos já passados pelas suas famílias.

O tema é importante, pois apesar de 15 anos da morte do piloto ainda há jovens que o consideram como um ídolo. Dados do Ibope mostram que Senna é apontado como ídolo por 31% dos entrevistados. O mais surpreendente é que nem todos viveram nessa época de grandes conquistas.



Escrito por .... às 18h37
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   Virada cultural

Esta semana matérias sobre a Virada Cultural. São poucos, mas bem feitos,

Tânia Trajano

 



Escrito por .... às 18h55
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